ARTIGOSArtigos de Soraya Maia

Kundalini, the creative power of awareness.   

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 " Os chakras movem-se em ondas, as pétalas de abrem nos raios da roda e a energia da natureza divina em êxtase se manifesta." Soraya Maia

Soul Journey

 Junho de 2019

No Rig Veda fala sobre o despertar da energia da Kundalini (Ser ou essência) que uma vez despertada inicia o processo de evolução espiritual em um ritmo acelerado. Apesar da essência ser uma presença invisível, é um fogo vivo e misterioso que se move como luz, muitas vezes passivo e outras ativo alternando em plena harmonia, o Rig Veda chama de dias (desperto) e noites (adormecido) de Brahmân e quando inicia o período de atividade acontece a expansão da sua essência.

 

Geralmente muitas pessoas não notam a experiência do Ser, porque o nosso condicionamento não nos ensina a valorizar este momento.

A meditação diária faz você mergulhar em seu corpo e fora da sua mente, a corrente e as ondas te levam para onde você está destinado a ir. Assim a duração deste momento aumenta de meio segundo para vários segundos e cada vez mais, então sentimos a vibração inata do ser.

 

Alguns Versos de Abhinavagupta que falam do Despertar da Essência:

“A realização quando ocorre é apenas "realização" aos olhos de um observador, é simplesmente uma vida bem vivida. E, na visão não-dual, qualquer vida em que alguém conhece o ser e simplesmente permite que ele dance da maneira dele, é uma vida bem vivida, mesmo que essa vida não implique conquista, realização ou reconhecimento de acordo com a vida e os valores culturais dominantes da época.

 

O mundo inteiro brilha aqui dentro do Ser, assim como uma criação complexa aparece em um único espelho. Entretanto, a conscientização articula e toca o universo de sua experiência de acordo com o sabor (rasa) de sua própria autoconsciência - nenhum espelho pode fazer isso.” Abhinavagupta

Quando você atravessa a porta e se entrega nessa jornada, experimenta sua essência (Ser) e integra essa experiência contínua, as vibrações são tão claras quanto a respiração e assim acontece a realização.

O nosso corpo se torna todo o universo, a alma se torna consciência e passamos a experimentar o Ser Inteiro em pleno êxtase a todo momento...

 

Kundalini, a energia evolutiva do ser humano

Janeiro de 2019

Kundalini é a energia evolutiva do ser humano, a energia cósmica que transita entre os chakras e a manifestação dessa energia é chamada de vibrações (chaitanya). A plenitude, autorrealização está diretamente ligada com o despertar da Kundalini. Quando despertada, essas vibrações sutis podem ser percebidas como uma suave brisa fresca saindo do osso do topo da cabeça. 

Esse êxtase de estar pleno, autorrealizado, pode ser sentido através dessas vibrações também pelo corpo através dos chackras, como já explicado em artigos anteriores. Êxtase vem do grego e significa: estar fora de si mesmo, portanto sujeito em objeto é Samadhi. Quando você atinge a superconsciência, quando você desperta seu Guru interno, você é uma luz para si mesmo.

 

Meditar é estar em contato com a sua presença. Quando você olha para a mente, não é a mente se olhando, é o poder da consciência que abraça a mente. A mente liberta flui para qualquer estado, libertação é poder estar aberto e acolher o que surgir em vez de controlar. Quando vivenciamos isso ficamos livres e compartilhamos essa liberdade com os outros, se libertar da mente condicionada abre o caminho para a força vital se expressar espontaneamente. 

A verdadeira escolha reside numa camada diferente, isso é atitude, ou seja a escolha de como vemos uma situação específica. Podemos comparar a atitude como o Leme de um barco, se você modifica um pouco o leme, não vai fazer uma grande diferença no momento exato, mas vai fazer uma grande diferença durante uma vida toda. Quando acontece primeiro a mudança interna, aí a mudança externa aparece, você modifica o leme da sua vida, seu NORTE.

 

Para transcender a mente, a consciência é momento a momento ao estado da energia. É você prestar atenção a mudança das suas energias, observar apenas cada estado energético com a atitude de uma criança, percebendo a mudança ao longo do dia e cada transição é um chamado para você estar presente, desperto.

O amor é a única porta de acesso ao infinito que habita em nós, a Kundalini é como os raios do Sol, é luz da Lua com brilho intenso e poderoso. Tem que sentir os raios e a luz até encontrar a sua fonte, essa é a unidade. Esse caminho é só para aqueles que começaram a caminhar, chegam a superfície e querem mais, aí então você vai ter a experiência do SER INTEIRO. 

The Creative Power of Awareness

Julho de 2018

Carl Gustav Jung vê no despertar da kundalini o despertar dos deuses, o início da relação ego-Self.

Para iniciarmos este processo temos de ressoar com o Self e só depois do enraizamento em solo pessoal (muladhara) pode-se iniciar a relação com os deuses, o ego começa a perceber um poder além dele mesmo e entra em contato com a dualidade da psicologia humana.

O despertar da Kundalini é o objetivo de qualquer prática do yoga e das disciplinas espirituais, é basicamente tântrico em sua origem e age através da união da psique com a matéria e da mente com o corpo físico, tendo a transformação da personalidade em um sentido evolucionário de supraconsciência.

 

Jung explica alguns detalhes da súbida da Kundalini pelos Chakras:

"Os símbolos dos chakras nos proporcionam um ponto de vista que se estende além do consciente, são intuições sobre a psique como um todo, sobre suas várias condições e possibilidades. Eles simbolizam a psique de um ponto de vista cósmico.

Vivemos em muladhara, pois estamos emaranhados nas causalidades terrestres, dependentes da nossa vida consciente como ela realmente é, e condicionados por ela. Muladhara é a consciência total de todas as experiências pessoais externas e internas. Ele significa a força da consciência, o poder da vontade, a capacidade de se fazer o que se quer fazer.

...o sol à tarde está ficando velho e fraco e, portanto, afunda no mar ocidental, viaja por baixo das águas (a viagem noturna no mar), e se ergue de manhã renascido no leste. Assim, o segundo chakra poderia ser chamado o chakra do renascimento. Uma centelha que guia, algum incentivo que o força através das águas e em direção ao próximo centro, esta centelha é a kundalini, algo absolutamente irreconhecível, que pode aparecer talvez como medo, como uma neurose ou como um vívido interesse, mas é algo superior a sua vontade. Caso contrário você não passa por isso, você vê o leviatã e foge, mas se esta centelha viva, este impulso, esta necessidade o pega pelo pescoço, você não pode voltar, você tem que enfrentar a música.

 

Após ter caído no inferno e ter enfrentado um redemoinho de paixões, instintos e desejos, pode vir a descoberta de uma essência impessoal. O ser então pode perceber que não precisa estar identificado com seus desejos ou medos.

Você agora é parte daquilo que não está mais no tempo, no espaço tridimensional, você pertence agora a uma ordem das coisas tetradimensionais, onde o tempo é uma extensão, onde o espaço não existe e o tempo não é, onde só há duração infinita, eternidade. Purusha é visto pela primeira vez em anahata. É a essência do Homem, o Homem supremo, o assim chamado Homem primordial. Este é o primeiro pressentimento de um ser dentro de sua existência fisiológica, ou física, que não é você mesmo. Um ser no qual você está contido, que é maior e mais importante que você, mas que tem uma existência inteiramente psíquica.

...Nós ainda acreditamos em um mundo material construído de matéria, força física, etc. E nós ainda não conseguimos conectar a existência ou substância psíquica com a ideia de qualquer coisa cósmica ou física. Nós ainda não achamos a ponte entre as ideias da física e da psicologia.

Este (vishuddha) é o mundo das ideias abstratas e dos valores. O mundo onde a psique existe em si mesma, onde a realidade psíquica é a única realidade, ou, onde a matéria é somente uma fina casca em volta de um enorme cosmos de realidades psíquicas. A matéria é a borda ilusória ao redor da existência real, que é psíquica.

... a ideia da transformação dos elementos mostra a analogia do Yoga Tântrico com nossa Filosofia Alquímica Medieval. Lá se encontram exatamente as mesmas ideias: a transformação da matéria bruta na sutil matéria da mente, a sublimação do Homem. O carbono do corpo humano é simplesmente carbono, no mais profundo de si mesma, a psique é o universo.

Se você atingiu este estágio, você deixou anahata. Você teve sucesso em dissolver os fatos materiais externos e os fatos internos ou psíquicos, tornando-os uno. Você começa a considerar o jogo do mundo como seu próprio jogo. As pessoas que aparecem fora são representantes da sua própria condição psíquica. O que quer que aconteça com você, qualquer que seja a experiência ou aventura que você tenha no mundo externo, é sua própria experiência.

Ajna é o estado de consciência completa, não só de autoconsciência, mas uma consciência excessivamente extensa que inclui tudo, a própria energia. Em tal consciência extensa todos os chakras seriam simultaneamente experenciados, porque este é o estado mais alto de consciência, e ele não seria o mais alto se não incluísse as experiências anteriores.

Falar sobre flor de lótus de mil pétalas, o centro do sahashara é totalmente supérfluo, pois é meramente um conceito filosófico. Não existe nenhuma experiência, pois isto é UM SEM UM SEGUNDO, isto é Samādhi." Carl Gustav Jung

Carl Gustav Jung foi beber da mais rica fonte tântrica que foi o grande Mestre Abhnava Gupta da linha Kashmir Shaivism. E ele ensina que a natureza indestrutível de toda a coleção de Princípios da Realidade (tattvas) é simplesmente o Eu, pois eles tem o Ser como sua natureza essencial.

"A experiência espiritual é o que chamamos quando a Realidade Divina que ansiamos espontaneamente se desdobra dentro de si, sem um processo de pensamento, subitamente subordinando quem você pensava ser - o que acaba sendo um mero reflexo no 'espelho' de sua real natureza e continuamente revelando graus cada vez maiores dentro da abundante pureza de seu sagrado Coração. Sua natureza (dharma) é simplesmente o Eu, é ensinado, cuja consciência é inundada com o néctar imortal (atmã) de Śiva. O verdadeiro insight (jñāna) tem sua morada na Luz da Consciência (prakāśa), no Centro (madhya) entre o Ser e o Não-ser, entre o sentimento e a ausência do sentimento, e entre todos os outros pares de opostos. A Deusa aparece em muitas formas, pois há muitos Poderes de Consciência, todas essas formas são válidas, mas sua natureza última não é abrangida por nenhuma conceituação humana. Śiva só pode ser acessado através de uma das muitas formas de Śakti. Embora os 'rostos' do Divino, ou os métodos para acessá-lo, sejam muitos, ele permanece Um e indivisível (anaṃśa)." Abhnavagupta 

Sob um céu de núvens e trovoadas, sol e lua, a grande Deusa faz sua dança cósmica em pleno êxtase...

The lótus of Kundalini

Junho de 2018

Carl Gustav Jung fez várias interpretações sobre os Upanishads e o Rig Veda e entre 1930 e 1932 apresentou alguns seminários: "A interpretação piscicológica da Kundalini Yoga" onde Jung explica as interpretações simbólicas dos chakras e estabelece um encontro entre o sistema de chakras e a Psicologia Analítica. Ele explica a Kundalini como fonte de representação simbólica da experiência interna e do processo de individuação.

Segundo Carl Gustav Jung, a Kundalini é representada como uma serpente que fica adormecida no chakra Muladhara, sendo ela uma manifestação no microcosmo da energia primordial do universo. E quando ela é despertada sobe pelos nadis, por onde circula a força vital.

Existem mais de 72 mil nadis, porém 3 são os mais importantes: Ida (energia da lua e representa o poder feminino), Pingala (energia do sol e representa o poder masculino) e Sushumna (um canal neutro, é por onde a energia da kundalini sobe até o topo da cabeça, onde se localiza o sétimo centro psicoenergético, sahashara). Esse é o caminho secreto por onde podemos transcender a dinâmica das correntes psicoenergéticas: Direita (energia masculina, da consciência) e Esquerda (energia feminina, a Kundalini que é a manifestação primordial do universo) e entrar na plena união do feminino com o masculino.

 

"Os símbolos dos chakras nos proporcionam um ponto de vista que se estende além do consciente, são intuições sobre a psique como um todo, sobre suas várias condições e possibilidades. Eles simbolizam a psique de um ponto de vista cósmico." Carl Gustav Jung, The Psychology of Kundalini Yoga - Notes of Seminar Given in 1932.

 

Jung faz um único comentário sobre Sahashara: "... falar sobre flor de lótus de mil pétalas, o centro do sahashara é totalmente supérfluo, pois é meramente um conceito filosófico. Não existe nenhuma experiência, pois isto é UM SEM UM SEGUNDO, isto é Samādhi."

Você só caminha num caminho para descobrir o que já é verdade. O caminho todo precisa ter a motivação do puro desejo. Quando você medita, entra no estado de transe e vem a paz. Ai você sai desse estado e fala: "caramba, eu quero voltar a ter paz".

Esse é o propósito da jornada, percorre o caminho e volta. Ai você vê a verdadeira mente, isso porque temos que sair do templo interno para poder apreciar ele, meditar é estar em contato com a sua presença.

Acordar, é momento a momento. É como estar caindo de um avião e que não tem terra para cair, não tem chão, você sente que não está caindo, está flutuando...

Os átomos semente da Kundalini dentro do nosso coração, são como os raios do sol, a fonte do poder da luz divina. Prana é a supraconsciência divina, quando temos acesso ao nosso Guru interno, não precisamos de nenhum Guru externo, é algo como: "Oculto-me no amanhecer da sua presença..."

The Flow of Lótus 

Março de 2018

De acordo com o psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi, PhD e professor da Universidade de Chigago, que desenvolveu o conceito de FLOW nos anos 70 para designar as experiências de fluxo na consciência fala que é uma motivação completamente focada. É uma imersão obstinada e representa talvez a melhor experiência em aproveitar as emoções a serviço da performance e da aprendizagem. No fluxo, as emoções não são apenas contidas e canalizadas, mas positivas, energizadas e alinhadas com a tarefa em mãos. Ser pego no tédio da depressão ou da agitação da ansiedade é ser impedido de fluir. A marca registrada do fluxo é uma sensação de alegria espontânea, até de arrebatamento, durante a execução de uma tarefa, embora o fluxo também seja descrito como um foco profundo em nada além da atividade, nem mesmo a si mesmo ou às próprias emoções.

Aspectos: Concentração intensa e focada no momento presente, fusão de ação e conscientização, uma perda de autoconsciência reflexiva, um senso de controle sobre a situação ou atividade, uma distorção da experiência temporal, experiência da atividade como recompensadora intrinsecamente. Mihaly afirma que esses aspectos podem aparecer independentemente uns dos outros, mas apenas em combinação eles constituem uma chamada experiência de fluxo.

Mas, esse estado de FLOW que vai evoluindo é uma das conquistas dentro do processo alquímico e existe no Budismo, taoísmo, hinduísmo e no kashmir shaivism que relataram a evolução desse estado com outros nomes: êxtase, nirvana, Samādhi, ou experiência da kundalini. Assim como o Psicólogo Carl Gustav Jung explicou em seus 4 Seminários apresentados em Zurique: "A Interpretação Psicológica do Kundalini Yoga" em 1932 que logo depois virou livro. Em 1938 Jung viaja para a Índia e continua suas pesquisas sobre a consciência a convite do Governo Britânico e sendo nomeado presidente do congresso internacional de Psicoterapia em Oxford e membro da real sociedade de medicina.

E nesse olhar Junguiano FLOW é um espaço onde os opostos se fundem, que transcende a mente dualista, onde o ego se dissolve e você fica imerso, mergulhado no que quer que você esteja fazendo tem a experiência de prazer, nirvana, Samādhi ou êxtase.

A consciência se manifesta através da criação, quando estamos nesse estado ele vai evoluindo até entramos no êxtase da dança do universo, só existindo nesse momento o "aqui e agora"...

O Florescimento da Consciência 

Março de 2018

Alquimia é um processo de transformação da psique que unifica o Self (Si-Mesmo) que é o centro ordenador e unificador da psique total (consciente e inconsciente).

Quando a consciência dissolve-se e descansa no eu real, a cessação ou dissolução da mente pensante resulta em um estado de paz e quietude. Bem diferente dos estados de quietude que resultam de sedação, este é um estado de ser pacífico, porém acordado e consciente. A dissolução da mente é acessar o vazio quando se está completamente "acordado".

O despertar se faz pela vibração sutil chamada chaitanya que nasce na parte superior do corpo, na cabeça ou no coração (as duas coroas) em um entrelaçamento de duas rodas formando um símbolo do infinito. E essa vibração é sentida tanto no coração como no topo da cabeça, e é ela que leva o coração a expandir e tocar as esferas do indizível, Samādhi

É quando treinamos a nossa mente para ouvir a nossa essência, assim como fala o tratado alquímico taoísta da ioga chinesa "Tai Ging Hua Dsung Dschi" traduzido e com considerações do Psicólogo Carl Gustav Jung e do Sinólogo Richard Wilhelm em: "O Segredo da Flor de Ouro, um livro de vida chinês" em 1929:

"...um corpo saudável e resistente, que possa suportar uma grande metamorfose. O sábio chinês diria que quando YANG alcança sua força máxima nasce em seu interior a força do YIN, pois ao meio dia começa a noite e YANG se fragmenta, tornando-se YIN. As figuras inconscientes não aparecem de um modo abstrato, despojadas de todo ornamento. Pelo contrário elas são entrelaçadas num véu de fantasias de um colorido surpreendente e de uma perturbadora plenitude: Lisa é a água do mar e a lua se espelha em sua superfície, apagam-se as nuvens no espaço azul, lúcidos cintilam as montanhas, a consciência se dissolve em contemplação."

Jung explica sobre a Realização (Plenitude ou Samādhi:

"Tudo aquilo que se torna consciente é imagem e imagem é alma, não sou eu que vivo, mas sou vivido. Em certo sentido, trata-se de sentir que somos substituídos, sem ser destruídos, é como se o rumo dos assuntos da vida se deslocassem em direção a um lugar central e invisível, como a metáfora de Nietzsche: "Livre na mais amorosa das prisões."

O olhar daquele que atinge a realização se volta para o esplendor da natureza. Todo processo se realiza no plexo solar, o desfecho da meditação leva necessariamente à dissolução de todas as diferenças numa realidade última e vital, sem dualidade, retorna ao UNO (prana), o TAO. O coração fica entre o Sol e a Lua, entre os olhos, na sala purpúrea da cidade de jade mora o Deus da vitalidade. Quando se é capaz de uma completa tranquilidade, o coração se manifesta por si mesmo. Quando a lua de prata se acha no meio do céu e se tem a impressão de que a grande terra é um mundo de luz e claridade, isto é o sinal que o corpo do coração se abre para a lucidez, de que a flor de ouro desabrocha, o Sol se põe na grande água..." 

Vibrar é entrar na liberdade da alma, na essência de tudo que forma o cosmo...

Nas ondas da Economia Criativa, dos Novos Criativos

Fevereiro de 2018

A Criação é o universo cósmico dentro de cada ser humano, mas para navegar nas ondas desse mar é preciso coragem que significa agir com o coração, para despertar. 

Uma das principais apostas da nova economia, a "criativa", pede que "os novos criativos" criem coisas inovadoras transformando as empresas e nos transportando para uma nova era onde as palavras-chave serão: criatividade e inovação. Para vivermos numa sociedade mais colaborativa, criativa, amorosa e sustentável.

John Howkins no livro The Creative Economy, define Economia Criativa: “atividades nas quais resultam em indivíduos exercitando a sua imaginação e explorando seu valor econômico. Pode ser definida como processos que envolvam criação, produção e distribuição de produtos e serviços, usando o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos”.

Segundo a Unesco, o setor da economia criativa se tornou uma poderosa força transformadora pois além do crescimento, é também uma das áreas mais rentáveis de geração de renda, empregos e exportação.

Nada mais pleno do que enfim chegar a grande era da "consciência cósmica", assim como Shiva que vem para destruir a era antiga, logo depois Bramá para recriar o universo e chega Vishnu, aquele que se move nas águas infinitas e assopra a concha para que possamos ouvir o som para manter esse novo universo o "Om". 

A mesma transição, alquimíca que Carl Gustav Jung explica como Samādhi, a comunhão com o universo.

Plenitude aos olhos de Carl Gustav Jung

Dezembro de 2017 de 2017

Jung definiu como INDIVIDUAÇÃO o processo onde o ser humano chega ao autoconhecimento, através do contato com o seu inconsciente pessoal (integrando as sombras) e o inconsciente coletivo. E o objetivo final desse processo é a chegada ao SELF (centro da personalidade), se realizando como individualidade.

Mas esse processo é muitas vezes doloroso e o terapeuta tem que estar atento a cada passo desse caminho trilhado pelo paciente. É através da libertação do EGO, tomar consciência é essencial para se chegar ao SELF, para ter uma personalidade integrada e equilibrada. É tornar-se um ser único, uma singularidade profunda, é a totalidade psíquica do ser humano no processo de integração.

"...o processo de individuação é, psiquicamente, um fenômeno-limite que necessita de condições especiais para se tornar consciente. Talvez seja a primeira etapa do caminho de uma longa evolução que deve ser percorrida por uma humanidade futura..." Carl Gustav Jung; A natureza da psique.

O resultado desse processo, união dos opostos unificada faz o ser humano equilibrado, profundo, indivisível, tornar-se UM. E Jung, explica esse processo de INDIVIDUAÇÃO nos seus seminários em 1932 com o tema: "A Psicologia da Kundalini Yoga". Só é possível esse caminho de autoconhecimento e autorrealização (individuação) através do sistemas de Chakras que Jung explica que são as camadas psíquicas da consciência até o topo da cabeça.

Samadhi ou individuação pode ser explicado como meditação completa, onde se atinge depois do processo todo a suspensão e comunhão com o universo. E esse caminho não tem um fim, é um processo de evolução, como uma grande onda e depois vem outra e mais outra e mais outra...

Diferença entre Coaching e Mentoring 

Setembro de 2017

Coaching é aplicado através de técnicas, onde o cliente é levado a se questionar através de perguntas que o levam direto a uma direção onde visa à conquista de resultados em diversas áreas da sua vida, seja pessoal ou profissional. Geralmente é para quem está PERDIDO, sem um RUMO na vida. Ideal para quem quer despertar habilidades, para quem não sabe para onde caminhar e quem está buscando uma nova direção e ainda não sabe qual o NORTE da sua vida. E para quem tem TEMPO para se dedicar a esse processo que leva um período de descoberta e depois então entrar num processo de MENTORING.

O Mentoring é um processo onde um MENTOR ou MENTORA orienta e compartilha suas experiências e conhecimentos para o desenvolvimento do MENTORADO na sua vida, seja na área profissional ou pessoal. Esses ensinamentos são focados para ele saber ultrapassar as dificuldades e conquistar o equilíbrio emocional e assim poder fazer escolhas conscientes e poder evoluir e viver uma vida Plena.

PLENITUDE é estar alinhado com a sua MISSÃO de vida e seu DOM, sentir prazer no que você faz e trabalha, conectado com a sua essência e vivendo no "aqui e agora" na luz do PRANA. Então o Coaching é para quem quer DESPERTAR HABILIDADES e o Maha Mentoring é para quem quer desenvolver uma mudança interna, uma consciência expandida e assim fazer escolhas conscientes para poder evoluir e viver uma vida plena.

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